Make your own free website on Tripod.com

Página inicial           Fale Conosco

Pesquisas Escolares

*Ciências
*História                               
*Geografia
*Português
*Matemática
*Curiosidades Matemáticas

Apostilas

*Word
*Excel
*Power Point
*Conceitos básicos
*Corel Draw 
*Accsess

Dicas de jogos
*Psone
*Playstation2
*Nintendo 64
*Xbox

*Ilusões de ótica

Jogos on-line

*Jogo do pingüim

 

Gripe

O processo patológico denominado gripe (ou influenza) enquadra-se dentro do conceito genérico de doença aguda respiratória de origem virótica. Em muitos países, as afecções desse gênero constituem a causa de mais de dois terços das consultas médicas e da maior parte das faltas ao trabalho.
A gripe é uma doença aguda e contagiosa, de origem virótica, caracterizada por manifestações tais como febre, calafrios e mal-estar geral, juntamente com dores musculares e de cabeça, além de perturbações do aparelho respiratório, como espirros, coriza, às vezes tosse e inflamações de garganta.
Causas e epidemiologia: O quadro clínico da gripe é desencadeado por vários tipos de vírus pertencentes à família dos mixovírus. São conhecidos três tipos de vírus, denominados A, B e C, que produzem gripe no homem. O mais comum é o do tipo A, com grande tendência a sofrer variações estruturais. Distinguem-se entre estas o vírus A, o A1, antes A primo, e o A21, comumente conhecido como vírus da gripe asiática.
As alterações ocorreram em demorada sucessão, com o correr do tempo e em conseqüência da adaptação aos agentes empregados para combate à doença. Quando no vírus sobrevém uma mudança dessa ordem, pode ser de tal intensidade que a imunidade da população para outros vírus A é inadequada para impedir a infecção gripal. Origina-se então uma epidemia ou pandemia (epidemia de grande magnitude, que se estende por uma ou várias partes do mundo).
Embora haja indícios de que no século V a.C., no tempo de Hipócrates, já se conhecesse a gripe, a primeira referência documental a uma epidemia dessa doença data de 1530, ano em que uma pandemia afetou a Europa e, posteriormente, a Ásia e a África. No século XVIII e na primeira metade do século XIX também se registraram epidemias freqüentes. Depois de um período de remissão, em 1889 sobreveio outra.
Havia-se generalizado, anteriormente, o termo "influenza", indicativo da influência do frio na aparição da enfermidade. Em 1918, ao final da primeira guerra mundial, houve gravíssima pandemia (chamada "espanhola") que produziu de 15 a 20 milhões de mortos no mundo. No Brasil, fez 300.000 mortes, das quais 18.000 no Rio de Janeiro. Mais tarde, entre 1968 e 1972, a gripe "Hong Kong" estendeu-se e chegou a alcançar níveis epidêmicos.
O surgimento de uma epidemia depende da vulnerabilidade da população e de fenômenos de variação ou mutação do vírus. A expansão do processo pode ter início com o aparecimento de múltiplos focos, cujo crescimento e difusão se dão em função das condições climáticas, da proximidade em que vivem as pessoas e de outros fatores de natureza social e econômica. A população afetada adquire imunização gradual e, com isso, num período de duração variável, a epidemia regride quando se reduz o número de indivíduos receptivos.
Evolução clínica: Doença das mais contagiosas, a gripe afeta indivíduos de todas as idades, sobretudo nos meses mais frios. É transmitida pelas pequenas gotas de saliva lançadas com a fala, a tosse ou o espirro. O processo gripal inicia-se bruscamente, no terceiro ou quarto dia depois do contágio. Em geral, a gripe tem limitação própria, ou seja, segue curso definido dentro de um tempo específico e de curta duração. Embora raramente seja grave por si mesma, a afecção gripal tende a suscitar infecções pulmonares secundárias (de que as pneumonias são as complicações mais freqüentes) e pode até ocasionar a morte, especialmente de anciãos ou pessoas debilitadas por outros problemas clínicos.
Tratamento e prevenção: Não existe tratamento específico para a gripe, embora se recorra aos analgésicos e aos antitérmicos (ácido acetilsalicílico, dipirona, sulfato de codeína etc.) para combater a sensação de mal-estar e a febre. A atuação médica orienta-se para o alívio dos sintomas. Também se costuma prescrever o máximo de repouso, para evitar o surgimento de complicações. Quando se registra febre, é necessário ingerir grandes quantidades de líquido. Quando se evidenciam sinais de infecção bacteriana, empregam-se antibióticos.
Quanto à prevenção ou profilaxia, a vacina antigripal proporciona uma proteção individual contra a enfermidade e, em seu preparo, empregam-se fundamentalmente as vacinas feitas com vírus inativos. Recomenda-se vacinar os indivíduos ditos de alto risco, como os idosos, as pessoas que apresentam cardiopatias ou as que padecem de lesões brônquicas.
As organizações de saúde nacionais e internacionais exercem vigilância constante sobre a situação epidemiológica (tipo de vírus e sua virulência, grau de receptividade da população, número de pessoas afetadas etc.). A cada ano, essas observações orientam a preparação de vacinas antigripais, determinando que tipo de vírus deve ser empregado. A esse respeito, registram-se séries epidêmicas em ondas: assim, os vírus de tipo A tendem a manifestar-se ciclicamente a cada dois ou três anos, enquanto os do tipo B o fazem a cada quatro ou cinco anos.