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República da Espada

Presidentes da República da Espada

Nome Período de governo Procedência política e  principais fatos
Deodoro da Fonseca 1889-1891 Militar, assume a presidência ao proclamar a República, assumindo definitivamente o cargo em 1891. Porém, no mesmo ano renuncia.
Floriano Peixoto 1891-1894 Militar, vice de Deodoro, conhecido como Marechal de Ferro por ter enfrentado duramente as rebeliões políticas durante o seu governo; foi o consolidador da República.

-1891: Deodoro da Fonseca foi eleito presidente (de forma indireta) para um período de 4 anos, mas renuncia, ainda no ano da eleição.
- Motivos da renúncia:
» Oposição da oligarquia cafeeira;
» Deodoro dissolve o Congresso Nacional em 3 de novembro de 1891;
» Greve na Estrada de Ferro Central do Brasil;
» Primeira Revolta da Armada - ameaça do almirante Custódio de Melo de bombardear o Rio de Janeiro.

- 1891-1894: Floriano Peixoto, vice-presidente, assume o lugar do presidente que renunciou.
- Pelo artigo 24 da Constituição, o vice-presidente só poderia assumir se houvessem transcorridos 2 anos de governo. Floriano descumpriu o artigo e assumiu o cargo, alegando valer este dispositivo para os futuros presidentes que seriam eleitos pelo voto direto.
- Estimulou a industrialização, concedendo empréstimos a empresários.
- Proibiu os bancos particulares de emitirem moeda, o que passava a ser responsabilidade exclusiva do governo federal.
- Medidas de repercussão popular: baixou o preço da carne e dos aluguéis residenciais e incentivou a construção de casas populares.
- Enfrentou a Revolta dos 13 generais, que exigiam a convocação de eleições presidenciais, punindo e reformando os mesmos.
- Combateu a 2ª Revolta da Armada, novamente liderada pelo almirante Custódio de Melo.

- Em 1893, teve início no Rio Grande do Sul, a Revolução Federalista, liderada pelo fazendeiro Gaspar da Silveira Martins que exigia o afastamento de Júlio de Castilhos (presidente do RS) e a instituição de uma república liberal. Também chamada de Revolta da Degola, a Revolução Federalista contou com a participação dos revoltosos da 2ª Revolta da Armada, que se aliaram aos maragatos de Silveira Martins. Floriano Peixoto não se intimida e manda tropas para a região sul, em apoio aos "pica-paus" de Júlio de Castilhos. A revolução transformou-se numa longa e sangrenta luta e provocou a morte de dez mil pessoas (mil pessoas foram degoladas) e só terminou em 1895, no governo de Prudente Moraes, sucessor de Floriano. A vitória coube as tropas de Júlio de Castilhos.

- Em 1894, Floriano passa o cargo de presidente ao cafeicultor paulista Prudente de Moraes.