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O desemprego e o subemprego

     Há algumas décadas o desemprego passou a ser classificado em duas categorias: conjuntural e estrutural - vejamos o que isso significa.

     Suponha um comerciante que venda 1000 pastéis por dia e tinha seis funcionários. Ao se iniciar um período de crise, suas vendas caíram para 500 pastéis e ele acabou demitindo metade dos seus empregados. Porém, a economia voltou a crescer e o volume de vendas subiu novamente. Ele precisou contratar mais gente i poderá até voltar a ter o número de funcionários que tinha antes. Esse caso ilustra o desemprego conjuntural, que é agravado por uma conjuntura econômica desfavorável, mas se esta melhorar os postos de trabalho poderão ser recuperados.

     Agora pense numa fábrica que robotizou a sua produção, isto é, subltituiu seus empregados por "trabalhadores mecânicos". Os postos de trabalho perdidos estão definitivamente extintos. Eles nunca mais serão recuperados, porque o desenvolvimento de novas tecnologias tornou-os obsoletos. É o desemprego estrutural. Outros exemplos são os empregos que se perderam nas agências bancárias, com a substituição dos caixas por computadores, ou ainda na agricultura, com a mecanização do preparo do solo, do cultivo e da colheita.

    Quando os índices de desemprego estão num patamar de até 5%, os trabalhadores que perdem sua ocupação não encontram muita dificuldade para recolocar-se. Porém, quando esse índice é maior, fica mais complicado conseguir um novo trabalho. Quanto maior o índice de desemprego, maior o tempo médio que as pessoas demoram para empregar-se novamente.